Descia o morro com a marcha na neutro e as luzes apagadas para evitar chamar a atenção deles,não existiam apenas aqueles que tentaram me matar, depois do acidente na industria geral da C.R.V, industrias do mundo inteiro começaram a ter problemas tecnologicos, em pouquissimo tempo, o virus haviam criado uma pandemia, em menos de 2 meses a população de pessoas do mundo inteiro era de um oitavo do que antes, 4 bilhoes de pessoas, reduzidas para 500 milhões,enquanto a população deles,só aumentava,enquanto mais eles aumentavam,mais nos diminuiamos, no momento nos somos um grupo de sobreviventes,eu,o Gabriel,a Amanda, a Rigo,o Mutuka, a Tayane, o Alceu,o Igor,a Jenyfer e a aparentemente infectada Kawana, todos nos já nos conheciamos antes desse pandemonio começar,estudavamos todos no mesmo colegio,não nos unimos por que gostavamos uns dos outros, nunca fui com a cara do Alceu,do igor,do Mutuka,da Amanda, ou muito menos da Jenyffer, porem era a unica opção,ou nos juntavamos para sobreviver ou nos uniamos a eles,com o tempo,aprendi a gostar de todos,e atualmente, a Jenyffer, o Mutuka e a Amanda são uns dos meus melhores amigos ainda em vida…
Peguei Gabriel me olhando com uma cara “de quem não esta entendendo absolutamente nada”
-Brow,oque aconteceu? Normalmente você fala tanto, mesmo depois de quase morrer,você esta muito quieto.- falou ao perceber que eu também o olhava e continuou a me fitar esperando uma resposta.
-não é nada, só estou um pouco cansado, tambem estava pensando aqui, em como nos sobrevivemos esse tempo todo,um grupo de adolecentes com a faixa etaria de 18 anos.- com um sorriso ele relaxou, provavelmente havia deduzido que algo realmente ruim estava me encomodando.
-aprendemos a gostar uns dos outros, a trabalhar em equipe para que possamos sobreviver.-olhou para mim, com um olhar diferente, como se uma chama de esperança brilhasse em seus olhos, soltei um suspiro.
-você tem razão, o mundo que conhecíamos, o mundo que nós costumavamos a nos divertir,se foi,nunca mais sera o mesmo, aqueles que poderiam inventar uma cura, já foram transformados,ou estão mortos,não há mais solução para a nossa antiga humanidade,o jeito é resistir até o fim,pois não há mais como viver, só conseguiremos sobreviver, e ainda com muito esforço, Ah…e aproposito, obrigado por me salvar cara, to te devendo uma,se não fosse você,eu acho que teria morrido.
-nem esquenta cara, você já me salvou algumas vezes,a morte sempre vai andar perto de nos, cara o único problema é que estamos sem munição nenhuma,mais fora isso ta tudo otimo.
Com um sorriso no rosto, engatei a terceira marcha, segui pela rodovia principal a caminho de um Colegio abandonado do qual usavamos como abrigo, pois alem de ser um tanto quanto grande,possuia gerador de energia.
Reparei que a janela do banco do qual o Gabriel estava sentado estava aberta e ele estava sem o sinto de segurança.
-Cara, fecha isso, ta maluco? vai que sai um correndo do meio do mato e pula pela janela aqui cara!-ele sorriu para mim como se fosse a coisa mais tosca do mundo.
-Relaxa velho, to precisando de ar puro, aquele colegio ta cheirando a carne podre por causa da Kaw.-então percebi seu olhar ficar vazio,o sorriso desapareceu, ele estava sofrendo com isso,ver a amiga se transformar neles,todos nos sentimos, eu também gosto muito da Kawana,eu ainda não estou triste,acho, que é pelo simples fato de eu ainda não ter visto ela, o estado dela, fiquei dois dias fora, sem ver eles,procurando comida,esta ficando cada vez mais dificil encontrar algum alimento que não esteja fora da validade,e os alimentos não pereciveis,nos já consumimos quase todos os que ainda estão na cidade,esta na hora de sair de Florianopolis.
-cara, como isso aconteceu?- olhei para ele,ficando preocupado e esperando que ele me respondece para que eu chegasse la já informado dos acontecimentos.
-a gente entrou em um supermercado,para pegar os alimentos que nos precisávamos, foi logo depois que você saiu, estavamos com tudo em falta, faltava desde arroz, até carne e suprimentos como agua,tipo, agente entrou e já logo nos separamos, cada em casais, para não perdermos tempo, ela ficou junto dos carros para avisar agente se alguma coisa viesse a acontecer,agente tava dentro do supermercado,quando ouvimos o grito dela,todo mundo correu para ver oque tinha acontecido,ela tinha visto um e,achando que dava conta,atacou ele com um cabo de vassoura,ela tinha dado conta,o problema é que ela fez muito barulho para matar ele,dai isto chamou a atenção de outros,quando nós chegamos ela já tinha sido mordida por dois, e mais tres iam atacar ela, se eu não tivesse o revolver carregado, ela nem ao menos teria resistido a eles.- ao falar a ultima palavra ele olhou para baixo,com um certo tom de tristeza em seu olhar,senti culpa,se eu não tivesse saido do grupo,certamente eu teria feito par com a Kawana,se eu tivesse feito,acredito que ela ainda estaria bem.
Seguimos o caminho em silencio,ambos,acredito eu,raciocinando no estado do qual a Kawana se encontrava, ao dobrarmos uma esquina,falei meio tímido.
-velho, não sei nem com que cara que eu vou aparecer lá,eu sei que sai atraz de comida e tudo mais,mais poxa, não trouce nada cara.
-Relaxa,todo mundo vai entender,a Rigo e a Jenyffer ficaram super felizes por saberem que você ainda estava vivo,estamos em tempos dificeis, cara,não quero perder mais um amigo, primeiro foi o Eduardo,depois o David e agora a Kaw, se você inventar de sair fora do bonde,dessa vez eu vou junto,para cuidar de você.
-mano, não quero sair de nada, só não sei como vai ser a reação deles, nunca gostei de levar sermão - soltei uma leve risada - nem mesmo quando minha mãe era viva.
Nos dois soltamos gargalhadas,fiz o contorno pelo terreno vizinho,para caso algum deles se estivesse nos seguindo não entrar despercebido,parei o carro,sai de leve pela porta do motorista,peguei meu taco de baseball no banco traseiro,pulamos o muro do terreno vizinho ao colegio e o Gabriel deu oito batidas leves na porta em sincronia, em alguns segundos a porta estava sendo destrancada, ao ser aberta,a Gabriela, conhecida por todos nos de Rigo,por ser seu sobrenome,pulou em cima de mim, em um abraço.
- Dodi!fiquei tão preocupada,não devias ter saido assim,seja qual for que tenha cido o motivo.-falou com a cabeça em meu peito.
-não se preocupe,não vou mais sair assim- falei sorrindo para ela,que respondeu da mesma forma.
-vamos?-falou gabriel,percebi que ele estava nos dando um toque, era ariscado ficarmos fora da casa, nosso cheiro poderia chamar atenção de alguns.
Ao entrar pela porta ouvi uma batida eletronica vindo do interior do colegio,mais precisamente no andar de cima,como era bom ouvir musica novamente, fazia exatamente 2 dias e meio que eu não escutava nada.
-Rigo, pode ir, deixa que eu fico de guarda na porta agora, mata a saudade do teu melhor amigo, vai-la.-Gabriel falou com um sorriso no rosto,levantou a mão para me comprimentar - vai-la cara, tem muita gente que ta com saudade de você - levantei minha mão e aceitei seu comprimento – vai de leve com a Amanda,ela ta meio extressada desde que você saiu, eu acho que ela é a única pessoa que levou a sua saida como uma traição. - percebi que ele não falava para me criticar, nem mesmo para criticar a amanda,era só para ter paciencia com ela,acenti com a cabeça e segui para o patio,com um sorriso no rosto e sempre abraçado com a Rigo, avistei a Tayane sentada ao lado da irmã, senti um espanto ao ver o estado que a Kawana se encontrava,logo meu sorriso sumiu,ela já parecia uma deles, grande parte do cabelo já havia caido,já tinha hemorragias,a íris ocular já estava bem clara, a pele estava necrosada e cheia de chagas, a mandíbula dilatada,ao me ver ela sorriu para mim,no seu sorriso percebi que a sua gengiva já estava recuada,deixando os dentes gigantescos,seu sorriso era sincero,mais ainda sim demonstrava dor, olhei para o lado, igor me comprimentava com um movimento com a cabeça,sentia-me em casa, meus amigos, não me odiavam, claro que sentia uma pena gigantesca por causa da Kaw, mais ainda sim, adorava sentir que eu ainda era bem vindo.
Larguei a Gabriela e segui em direção a Kawana,passo a passo, confesso que tinha medo dela,sua aparencia me lembrava aqueles seres repugnantes,mais ela era minha amiga,não era um deles, ou pelo menos, não ainda. Passo a Passo eu me aproximava dela.
- Manolo!-Escutei um grito vir do meu lado Direito,olhei imediatamente,reconhecia essa voz, era do cara mais doido que eu já tinha conhecido,imediatamente o sorriso havia sido reaberto em meu rosto – Douglas,tá vivo então? – soltando pequenas gargalhadas,percebi que ele estava tentando não parecer tão feliz, por causa da Kawana talvez?
Apertei a mão dele,seguindo por um abraço e tapinhas na costa, falei que não iria sair mais e essas coisas,mas logo fui em direção a Kawana, cheguei a alguns passos dela,o cheiro de carne podre estava insuportável,considerei quase sobre-humano a Tayane conseguir ficar muito tempo ao lado de sua irmã.
-Tay,me ajuda a levantar,quero comprimentar o Douglas.- sua voz estava terrivelmente dolorosa,Tayane ajudou sua irmã a levantar.
-não precisa se levantar,você esta ruim,pode te fazer mal.
-não,isso não piora o estado que eu estou,só do… – fez uma pausa,quando a Tayane ajudou ela a se levantar, uma pausa dolorosa – não fica preocupado não, ta? Eu to aguentando a tranco. – já de pé falou com um meio sorriso no rosto,deu quatro passos curtos, largou sua irmã e me deu um abraço, percebi que ela fazia muito esforço para me dar um abraço decente,sua pele estava fria,enrugada, ela estava realmente ruim, senti pena dela,se eu não tivesse saido assim, quem sabe eu estaria no seu lugar?
- me mata? – sussurrou ela no meu ouvido.Senti um arrepio percorrer meu corpo, como assim? Matar a minha amiga? Não!nunca!fiquei indignado, senti vontade de bater nela,para que ela retomasse o juizo,entendo que todos nós não estavamos mais normais, todos estávamos ficando um pouco loucos,eu por exemplo, não podia ficar sozinho que acabava pensando em desistir da minha vida.
- tais doida garota? não vou matar uma amiga, você pode estar se transformando em uma deles, mais mesmo assim, mesmo se for uma deles,eu não quero te matar. – ela suspirou,acredito que tenha ficado desapontada,mais ainda sim não havia saido dos meus braços.
- pensei que você teria coragem,desde que isso tudo começou, você sempre foi decidido, não exitava em nenhuma das suas escolhas, sempre confiante em tudo que você fazia,tinha coragem para enfrentar um exercito deles, por favor me mata? Eu…
- Não!, eu não vou matar uma amiga, eu não vou tirar a vida de um ser humano. – cortei ela, já alterando meu tom de voz.
- você mata eles o tempo todo, qual seria a diferença me matar? – já não estavamos mais nos abraçando, ela já estava em pé, seus olhos mortos fixos nos meus, um olhar de desapontamento.
-Eles não são humanos! E ainda sim, se você já estivesse transformada, seria dificil para mim. Você acha que eu sou assim tão frio?você acha que eu mataria uma pessoa?sem exitar? – meu tom de voz tinha reduzido, não estava mais com um tom irritado, já estava meio chatiado com ela por pensar assim de mim.coloquei minhas mãos em seu rosto,dei um beijo em sua testa, me virei e fui em direção a Tayane,dei-lhe um abraço forte, e segui para o segundo andar,porem, antes de chegar na rampa,Kawana falou com sua voz Fraca.
- desculpe, eu só queria ser eu mesma até o fim, não queria virar um Zumbi. – a ultima palavra fez meu corpo tremer por inteiro.
- eu te entendo garota, mais não quero matar uma amiga, prefiro deixar ela viver como um Zumb… ah..como um deles, doque mata-la.
Ela assentiu, e eu me virei para continuar meu caminho quando:
- porque você sente medo de falar que eles são zumbis? Você sempre chama os zumbis de eles,porque? – perguntou Alceu. Senti vontade de não responder sua pergunta, senti vontade de sair correndo e me trancar na biblioteca, não responder mais nada, sem mais pedidos de assassinatos, sem mais perguntas, sem mais nada.
- eu não tenho medo de chamar eles de isto, só não chamo por falta de pratica.
- não, ainda agora,você fugiu, chamasse de isto, não de zumbis, porque?
- não tenho medo cara,só sei-la não tenho pratica, eles são Zumbis sim! Zumbis…Zumbis…Zumbis! – falei com um sorriso no rosto, tentando disfarçar o meu desconforto.
- tudo tranquilo então. – falou ele,já se virando para falar com o igor, que segurava um livro em uma de suas mãos, não consegui ler o titulo, passo a passo a musica que tocava em cima foi aumentando,o ritmo era agradavel,abri a porta da sala de aula do qual saia a musica,avistei Vitor, que todo mundo chama de Mutuka, conversando tanto com a Amanda tanto com a Jenyffer, todos deixando o corpo mexer de alguma forma de acordo com a musica,a jenyfer mexia a cabeça,o Mutuka batia a mão na sua perna de acordo com o ritmo,e a Amanda matia o pé no chão,a musica estava baixa, não podiamos colocar musica alta, poderia chamar a atenção dos que estão lá fora, meu olhar se encontrou com o da Jenyffer, que se levantou rapidamente e veio correndo em minha direção. Com um pulo ela parou em meus braços.
- Saudade, Dodi.
- também senti, pequena, mas relaxa que, acredito eu, não vai ter uma proxima vez.
- acho bom- falou fazendo cara de braba, mais logo abriu um sorriso.
Segui para cumprimentar o Mutuka e a Amanda com a jenyffer ao meu lado, parei em frente a ele, nos cumprimentamos com um aperto de mão,ele se levantou, usando meu aperto de mão como apoio, e me deu um abraço rapidamente.
-cara, não faz mais isso não,desse um susto na galera, quando todo mundo acordou e você não estava mais aqui e ainda um susto maior, quando o celular do gabriel tocou e eles disse que você estava com problemas e precisava da ajuda dele,onde você conseguiu um celular novo?
- invadi uma revendedora,não foi dificil, mano, cometi um erro enorme, achei que conseguia sobreviver por um tempo sozinho, mas já no primeiro dia,a solidão passou a me afetar,comecei a ter pensamentos horriveis.
- relaxa,o importante é que você ainda esta vivo, e resolveu voltar! – falou percebendo o meu desconforto.olhei para Amanda,percebi que ela não me olhava como antes,antes eu era um amigo, agora, o mais provavel, eu era apenas um companheiro de sobrevivencia.
- oi, Amanda, que bom que você esta bem.- falei com um meio sorriso no rosto,indo abraça-la, mas antes percebi que ela não queria me abraçar,então somente dei-lhe um beijo no rosto.
-oi,Douglas,que bom que você não morreu e conseguiu voltar né? – senti um pouco de sarcasmo em seu comentário,mais acenti com a cabeça… mesmo com ela não gostando, eu estou vivo, sinto meu coração pulsar em meu peito, eu sinto, meu sangue percorrer nas minhas veias,eu me sinto mais vivo do que nunca…
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