sábado, 28 de maio de 2011

1 - Eu,meu amigo e a MORTE

Ultimamente eu venho estado assim, impaciente, estressado,com ódio de tudo, o engraçado é que, eu também odeio me sentir assim, não porque eu queira, muito menos porque eu goste, eu simplesmente não creio que se eu lutar vá de alguma forma vencer esse desgosto que é a atual humanidade,simplesmente, não quero mais iludir com uma falsa imagem de esperança, simplesmente, não quero sentir mais pena de alguém, pois se eu sentir,vou acabar morto mais cedo ou mais tarde,não quero sentir mais a sensação gostosa de um abraço de alguém que agente ama,não que eu não goste, eu simplesmente percebi que se seus amigos não te traírem,o mundo tira eles de você, e eu aprendi da pior forma, um amigo a menos, também é uma saudade a menos, se não for saudade, é frustração…

Fui traído por uns, deixado por outros, esquecido por muitos, aprendi sozinho, que o mundo é dos fortes,se você é gentil, ele te deixa frio, se você é bondoso, ele te deixa repugnante, ,posso até estar ficando como eles agindo por puro extinto, mais o mundo me ensinou, a sofrer, sem reclamar, me ensinou a ficar magoado, mais nunca chorar,sentir o frio e não procurar calor, desisti de tentar salvar a humanidade há algum tempo,não creio que isto tenha solução, o jeito, é matar, um por um, sem dó nem piedade, até restar apenas aqueles que ainda tem esperança, até mesmo eu morreria,pois já perdi a algum tempo a minha.

Não consigo mais sonhar,só tenho pesadelos,não consigo mais controlar meu pensamentos,se eu penso, penso na morte, não consigo mais,simplesmente não mais…

Oque esta acontecendo comigo?...

Oque você faria se a humanidade ficasse em risco…ou pior…se todos que antes estavam vivos, passam a tentar te matar, ter que matar para sobreviver, ter que Destruir até mesmo um amigo, pela sua própria sobrevivencia

Em 2012, a esperança de uma cura para o câncer levou ao maior acidente industrial que este planeta já havia sofrido. Experiências com vírus, com o objectivo de controlar as células cancerígenas, levou a descoberta de um método de renascer células antes mortas,fazendo as mesmas voltarem a funcionar, não exactamente como antes, porem as funções básicas das células ficavam ativas,depois de tal descoberta, investidores do mundo inteiro apoiaram as industrias Americanas para o desenvolvimento do projeto,logo, o Brasil, a França, e o Japão conseguiram apoio dos Estados Unidos para o desenvolvimento das tecnologias necessárias para o projeto,em muito pouco tempo, ouve um avanço gigantesco, e logo países do mundo todo estariam trabalhando a favor das industrias C.R.V.(empresa federal criada pelos EUA)para um maior desempenho no processo da reprogramação dos vírus,um acidente catastrofico na industria central da C.R.V. levaria a infecção de milhares de pessoas com o vírus reprogramado,apodrecendo o corpo do hospedeiro,deixando o mesmo idêntico ao um cadáver,o vírus quando em contato com o cérebro humano causa um efeito contrario ao esperado, atuou destruindo as células nervosas responsáveis pela memória,pelas emoções, pelas habilidades linguísticas,pela capacidade de raciocínio,enfim transformou os humanos infectados em cadáveres ambulantes,que somente seguem o próprio extinto,saciar a fome,uma fome insaciável, Assim que se é contaminado,geralmente por meio de mordidas,os sintomas começam a aparecer rapidamente. Além da dor física extrema e hemorragias, os cabelos e demais pelos do corpo começam a cair, a íris ocular clareia, a pele necrose prematuramente e se enche de chagas, a mandíbula dilata a proporções inumanas e a gengiva recua deixando os dentes alongados. É realmente uma cena terrível de ver. A pessoa definha, alguns rapidamente outros demoram dias, até morrer e se levantar no instante seguinte,com muita fome, pois o vírus não deixa que o hospedeiro fique inanimado, fazendo com que as células mortas voltem a atividade.

Vamos ser sinceros conosco, não existe "paraíso","conto de fadas" ou sequer amor verdadeiro e hoje duvido até da Felicidade…

Sozinho corria entre os carros abandonados da cidade grande, desviava da maioria, passava por cima de alguns, já não me importava mais com o barulho, eles já me ouviram, já decidiram que eu sou a presa, estou todo de preto com minha jaqueta de couro, por isso tenho mais chances que o habitual,não por causa do preto que me levaria a uma camuflagem com facilidade já que estava pelo anoitecer,pelo contrario, já vi alguns que mesmo sem possuir globos oculares eram ótimos predadores, eu tinha mais chances, pois, alem do couro não deixar que o meu cheiro se espalhe com facilidade, me sentia confiante, sim, uma jaqueta me fazia me sentir assim, ela pertenceu a um amigo meu, David,o melhor sobrevivente que eu já conheci.

Olhei para traz,um bando desses repugnantes corriam a traz de mim, três corriam em frente dos outros, eram maiores comparados com o resto, esses realmente dariam trabalho até mesmo para o David,certamente eram a linha de frente do bando,caso a caça tiver alguma arma,no meu caso, apenas um facão,uma granada limunosa,um rojão, que sem fogo não serviria para nada,e um taco de baseball, dos quais seriam inúteis contra apenas esses gigantes, quem dera um bando inteiro com mais de vinte,sempre correndo,pulei por cima de um mustang preto,olhei para a rua, seria uma boa se eu lembrasse, poderia voltar para pegar esse bebe quando não estivesse sendo perseguido,eu tenho apenas 16 anos, mais já era apaixonado por carros deste tipo, se eu tivesse mais alguns segundos, certamente teria ariscado e tentado fazer uma ligação direta, pulei por cima de uma moto caída,um rio, um lago, qualquer coisa que eles de forma alguma não conseguissem me seguir,um como eles apareceu um pouco a frente correndo na minha direção soltando gemidos,era fraco, como a maioria,por ser fraco e não estar em grupo,não era um predador, era uma presa,corri na direção dele,ele,sem hesitar, corria aos tropeços em minha direção, com o aproximar desse ser repugnante, curvei me na posição correta,apoiando o taco na minha nuca, e ataquei com uma única tacada,acertando em cheio a cabeça do infeliz,derrubando-o, o sangue dele espalhou-se pelo chão, por dois carros, e respingou um pouco sobre a minha jaqueta, continuei correndo com todas as minhas forças,desviando de cada veiculo que aparecia na minha frente, tive a luxuria de olhar rapidamente para traz, o bando se dissipou, parte ficou para se alimentar daquele que eu derrubei, e outra parte continuava a correr atraz de mim, dos três linhas de frente, haviam ainda dois.Não poupava as minhas energias enquanto corria, certamente ficaria no meu limite se chegasse a correr mais uns cem metros,sempre correndo, peguei meu telefone celular e usei a discagem rápida, chamou uma, duas,… Douglas? é você?

- sim, sou eu!Gabriel, vocês ainda estão no colégio? Tem algum carro que você possa pegar para vir aqui no centro me ajudar?-eu gritava para o meu amigo do outro lado da linha, na esperança de ele conseguir de alguma forma chegar a tempo de eu não estar morto.

O que esta acontecendo cara? Eu falei para você não sair, era ariscado demais, já estamos sem munição, a gasolina esta acabando, Tayane ta cuidando da Kawana que foi mordida, daqui a pouco ela vira uma deles cara, esta se transformando muito depress

-Cara!-Cortei ele antes que ele completasse a frase, no mesmo tempo, um rugido diversificado veio do bando que ainda corria em minha direção. Agora o Gabriel sabia que era serio…

Onde você esta? vou pegar algum carro e to indo te ajudar, são quantos?

-não,cara!só vem de carro até a praça da igreja, vou ganhar tempo, se eu não estiver la me espera uns vinte minutos, se eu não aparecer, é porque eu fui pego.

Desliguei na cara dele,o celular estava me atrasando, eles estavam mais próximos doque antes, apertei o botão da granada luminosa e, na esperança de retardados,atirei na direção do bando, o flash foi incrivelmente forte, a ponto de borrar um pouco a minha visão e criar um leve “pii” em meus ouvidos, olhei rapidamente para traz e percebi que eles pararam, sem a visão eles ainda conseguiriam com facilidade me seguir, mesmo que com um pouco mais de lentidão, porem com a audição comprometida, certamente eles perderam uma grande vantagem, alem do olfato, que é uma grande arma deles, também estar comprometido devido ao intenso cheiro de pólvora que dominou o local, uma onda de felicidade percorreu o meu corpo, porque eu não havia pensado nisso? Porque eu não tinha pensado nisso antes de deixa o meu amigo preocupado? Corri entre os carros abandonados, provavelmente esquecidos até mesmo com a chave dentro, pessoas tentando se salvar do apocalipse, rum…olhei novamente para traz, eles retomaram o curso, estão ainda mais rápidos doque antes, parece que a granada não foi o suficiente para despista-los,pelo menos ganhei tempo, segui pela rodovia principal, correndo em direção a igreja abandonada antes mesmo do apocalipse, eu, o Gabriel, o Mutuka e o Eduardo nos juntávamos lá para fazermos brincadeiras de terror, como o jogo do copo,o estranho é que sempre funcionava, bons tempos, onde agente usava apenas copos para ter uma experiência com mortos…

Pulei por cima da calçada, e fui deslizando por cima da grama úmida de um pequeno relevo,me levantei rapidamente,sem nem ao menos usar as minhas mãos como apoio, acredito que eles não me vêem neste momento, poderia tentar me esconder, mas seria muito arriscado, eles certamente me farejariam ou ouviriam algum ruído meu, passei por cima de um carro preto abandonado no acostamento, na adrenalina não conseguir identificar o veiculo, pulei do teto do mesmo, com tamanha velocidade que na hora que eu encostei no chão, meus pés não conseguiram me acompanhar, eu cai, cai no chão, quase sem ruído algum, deslizei pelo asfalto, um ou dois metros, a jaqueta não deixou que eu me machucasse, levantei-me rapidamente, olhei para o sentido oposto, e tive a sensação que a morte estava próxima,ele estavam todos parados olhando para mim, o único jeito era eu rezar,olhei para frente, para o caminho que eu deveria seguir,já conseguia avistar a igreja,mais alguns metros e provavelmente estaria salvo. mais alguns metros e o meu amigo me ajudaria, mais não, desta vez eu perdi,não tinha mais volta eram muito.

Escultando os passos, os uivos e gemidos desses seres repugnantes, fechei meus olhos esperando a morte, ou a minha transformação em um deles, continuei deitado, sem mover um músculo, senti a respiração forte de um chegando perto de mim, talvez um linha de frente, ouvi o ruido de um carro vindo na minha direção. certamente era a minha imaginação, mais eu queria que não fosse…

O ruido ficou extremamente forte, fui forçado a abrir os olhos para saciar minha curiosidade, um camaro modelo bem antigo, 1980 no máximo, derrapou em meio a grama esmagando todos que se chocavam com ele, pelo vidro dianteiro avistei o Gabriel, com um sorriso psicopático no rosto, esmagou quase todos os que estavam a me perseguir, com exceção do gigante que estava me encarando, senti uma descarga de adrenalina percorrer pelo meu corpo. Tinha novamente esperança, peguei o taco, e com uma única tacada, acertei a costela dele, afim de não cair, ele deu um passo para o lado, apoiando todo seu peso no pé esquerdo, com a mão direita segurou o taco, arrancando-o de minhas mãos e jogando para longe, olhou para mim, uma expressão furiosa nos olhos cinzentos, me levantei de um modo extremamente rápido e acertei-lhe um chute na boca do estomago, ele segurou um dos meus braços com uma das mãos e apertou a minha costela com a outra, com a mão livre peguei o rojão no bolso da jaqueta e enfiei no seu olho direito o pavio ficou balançando entre sua orelha e o nariz, seu sangue escorreu pelos meus dedos, senti que ele não usava mais tanta força para me segurar, dei-lhe um chute na perna da qual ele usava de apoio, conseguir escapar, olhei para o Gabriel, ele estava cuidando de cinco com o revolver que nos haviamos conseguido alguns dias antes em uma delegacia abandonada.

-Gabriel! Tens fogo? Qualquer coisa para acender um pavio – gritava como se fosse as ultimas palavras de minha vida. Com quatro dos cinco mortos no chão, o Gabriel apontou a arma para o gigante, deduzi que ele apontava para sua cabeça, porem, quando foi atirar, não havia mais munição, virou seu corpo com velocidade para o que estava atrás dele e fincou o cano quente no olho direito do mesmo, olhou para mim e retirou um isqueiro do bolso, arremessando-o para mim, em um golpe de sorte consegui agarrar o isqueiro no ar, virei-me para o monstro, e corri em sua direção, já possuía mais confiança novamente, ele pulou em minha direção com a mandíbula a amostra, desviei com uma cambalhota, em poucos segundos ele já estava de pé olhando para mim, lancei o isqueiro novamente para o Gabriel, ele com grande habilidade pegou-o com uma de suas mãos, pulou e conseguiu acender o pavio do rojão que estava no olho do gigante, em seguida corremos juntos para o camaro, ele nos seguiu porem no meio do caminho, sua cabeça foi estraçalhada, sobrando apenas um corpo sem vida, ou enfim inanimado, Gabriel entrou pelo banco do carona do camaro, ele sabe que eu sou um melhor motorista que ele, sempre fui, peguei meu taco de baseball caído no chão, e entrei no carro…agora, eu continuo vivo, sinto a esperança em minha mente, mesmo que a humanidade tenha acabado, eu vou lutar pela minha sobrevivência até o fim, este é o meu jeito de ser…

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