Não entendo esses caras, por que eu sou o único que gosta de matar esse inúteis? Senti um sorriso abrindo no meu rosto, espero que o Douglas esteja de boa com as garotas lá no colégio.
- Vamos tentar naquele. Gabriel? Tais me ouvindo? – falou o Alceu apontando para um supermercado azul que se encontrava na nossa direita.
- aah…de boa, só to meio desligado – falei parando o carro em frente do supermercado, saimos do carro, o único ruido era do motor do Camaro.
- Agente tem que ser rápido, Igor você fica aqui no carro para avisar qualquer coisa? – o Alceu me lembrava o Douglas, só me lembra, não sei porque.
- claro. – Ele fez uma careta antes de responder, mas já havia sentado no banco traseiro do carro.
- Igor não desliga o carro, agente pode ter que sair de pinote.Como sempre eu vou na frente então né? – Falei com um sorriso no rosto, tomara que agente encontre alguns Zumbis de merda!de preferencia aqueles grandões.
- não dessa vez quem vai sou eu cara, você esta sem Arma. – Mutuka falou, não eu estava com a arma a traz da Calça de moleton preta para corrida, mas ele tinha razão, eu estava sem munição nenhuma, não faz sentido eu ser o primeiro, não sou nada sem minhas armas.
Aceitei sua afirmação e seguimos para o interior do supermercado, tem que haver algum la dentro, que quero acertar algum.
Ao entrarmos fizemos uma varredura para ver se algum zumbi estava la dentro e depois nos dividimos, cada um procurou em uma ala do supermercado, eu, como sempre, peguei os congelados, passei com cuidado, olhando rapidamente pelas validades dos produtos,sempre olhando para todos os lados, assim eu evitaria um ataque surpresa de um zumbi, uns pacotes de lasanha, vencidos,uns chesters, vencidos, tive a sorte de achar uma pizza daquelas que se faz no microondas, com ainda dois dias de validade, olhei para o lado, me senti muito feliz…
- Porra! Bacon! – Gritei instantaneamente!
Escutei um “pssiiiu” bem alto vindo da ala dos produtos não perecíveis, provavelmente era o Alceu, corri em direção ao bacon, ele tinha passado seis dias da validade, mais eu não me importava, era bacon, provavelmente eu iria comer tudo sozinho. Rapidamente o coloquei em meus bolsos e continuei a procurar alimento, passei para outro corredor, Bolachas, tudo fora de validade.
- Caralho! Tem 8 litros de coca com validade para 3 semanas aqui! – escutei a voz do Alceu vindo dos Refrigeradores, ele era rápido,me mandou ficar calado e agora gritava também,Legal po…massa...pera ai, ele falou coca? Senti um pulso de alegria percorer o meu corpo, não tinhamos aguá, mas tínhamos coca…bem melhor…
Peguei algumas bolachas,Pães,uns cheetos,tudo que eu encontrava que possuia ainda validade ou não estava mofado, segui para o Alceu, ele já tinha encontrado tudo que podia, amarrado na sua camisa tinha varias barras de cereal,dois quilos de arroz, três quilos de feijão e mais algumas coisas, estava abraçado com seus oito litros de coca-cola, ele sorriu pra mim, o cara tava orgulhoso de si por ter conseguido coca-cola.
Derrepente apareceu o Mutuka Abraçado com um monte de coisa, seguimos juntos para o carro, correndo, igor já havia aberto o porta-mala, chegamos, colocamos tudo lá dentro e todos entramos no carro, fiquei puto, não matei nenhum, nenhum zumbi tentou me matar, esse planeta esta ficando sem graça.
Correndo a 140 km/h, aquele camaro,até que era bonzinho, não era tão bom piloto como o Douglas ou o Eduardo, mas ainda sim,eu dava para o gasto.
- Vai com cauma mano! – Ouvi a voz nervossa do Mutuka vindo no banco traseiro,olhei para o Alceu, ele fez sinal para mim diminuir, só de sacanagem eu tentei acelerar mais, mas o carro já estava no seu limite, avistei um zumbi andando no meio da rua, não tirei o pé do acelerador e segurei firme o volante, até que enfim eu ia matar um.
- o que você esta fazendo? Desvia dele, se atropelarmos ele a esta velocidade você pode perder o controle! – infelizmente ele tinha razão, acertei o zumbi, Seu corpo levantou voo, e o carro, bem, eu perdi o controle, saímos da pista e rodamos na grama ao lado do asfalto, era realmente ruim rodar com um carro a 140 Km/h,por um segundo pensei na coca-cola no porta-malas,ela sendo agitada e isso não era bom, eu sabia que tinha que deixar o carro na grama, se ele fosse para o asfalto provavelmente aquela velocidade nós iriamos capotar, girei o volante para o lado inverso, e puxei o freio-de-mão quando ele estava de frente para o rumo, senti que o carro respondendo, a velocidade do giro diminuiu, porem não parou, soltei o freio-de-mão quando estava de lado, e puxei quando estávamos de frente, repeti esta operação umas cinco vezes e sentia a velocidade diminuir consideravelmente até que a roda esquerda da frente entrou em um bueiro.
-ta todo mundo bem? – olhei para traz assustado.
- Você quase matou agente! – gritou o alceu.
- você fala como se agente quase morrer já não tenha virado algo normal. – Falei sem entender exatamente o motivo da bronca, eu queria matar aquele zumbi, qual é?
Olhei pela janela no Camaro,havia alguns vindo na nossa direção. O carro estava com o peneu trancado no bueiro, demoraria um pouco para eu tirar-lo daqui, mais eu nem queria tentar, tava morrendo de vontade de ver sangue.
- Você esta ficando insano,cara, tens que se controlar, todo mundo ta com algum problema, o seu, eu acho que é a insanidade. - Falou alceu com um olhar,um olhar, eu não sei oque aquele olhar significava, uma onda de tristeza me dominou.
- Minha Família esta toda morta, Vi vários amigos morrerem, não sei mais oque é felicidade,não sei mais oque é ficar com medo,eu não tenho mais nada… ou melhor, A insanidade é a única coisa que me resta. – Falei com a expressão do rosto em fúria e assim que acabei a frase, peguei meu cabo de vassoura,uma faca de cortar carne e sai correndo em direção desses monstros, nossa, como eu adoro matar esses vermes.
Corri em direção a eles, avistei Alceu tomando controle do volante enquanto todos saiam do carro para ser mais fácil tirar o carro do bueiro, eu conseguiria tempo para eles.
Pulei em direção de um, acertei-lhe uma tacada na cabeça, me curvei e dei um chute em outro, quando estava me ponto de pé novamente avistei, do outro lado do bando de zumbis, uma delegacia, munição, YEAH!
Deixei meu corpo fluir com meus instintos, corri pelo meio do bando, o mais rápido que eu podia, desviando de mordidas, chutando cabeças, estômagos e pernas,corria sem me preocupar em ser pego, fui me aproximando da delegacia, minha camiseta e meu moleton já estavam completamente rasgados, eles eram lentos na hora de programar um ataque, por isso eu ainda estava vivo, mas na hora de correr, dai o negocio esquentava.
Me aproximei da delegacia, passei pela porta e tranquei a mesma, no mesmo instante ouvi o ronco do Camaro, Alceu conseguira retirar o carro do bueiro, procurei em meio as fardas dos policiais, nos armários aberto, até arrombei os armarios que estavam fechados mas tudo que eu consegui foi uma barra de cereais,6 Balas para um Revolver, que por sorte era o mesmo que eu possuia,e uma camisinha sabor uva, girei o tambor do revolver e carreguei ele completamente.
Abri a porta da delegacia e dei um tiro avulso, se matasse um ou não, não me importava, só queria denunciar a minha localização para os meus amigos. O tiro deu certo, alem de matar uns dois. O Camaro começou a se aproximar rapidamente, atropelando tudo e todos que passavam na sua frente, o carro derrapou e com habilidade parrou na minha frente, quase batendo na porta da delegacia, entrei rapidamente e Alceu pisou fundo no acelerador.
Saiu cavando e arrastando uns cinco zumbis que estava na frente do carro.
- onde você conseguiu mais munição? – Falou Alceu com um meio sorriso no rosto.
- ali era uma delegacia cara, mas onde você aprendeu a dirigir desce jeito? – falei imprecionado.
- cara,tenho que confessar, foi uma das maiores cagadas da minha vida. – soltando uma leve gargalhada.
- quantas balas? – a voz do mutuka saiu do banco traseiro.
- peguei 6 mas já gastei uma para vocês me verem ali.
O carro seguia na direção do colegio,o velocimetro marcava 100 km/h , Alceu era um piloto mediano, ainda era inferior a mim e ao Douglas mais não era ruim.
Do nada a roda dianteira esquerda(a mesma que entrou no bueiro) estoura,fazendo o carro pender para o lado, por sorte não batemos em um poste, porem estávamos rodando novamente.
- Porra! Hoje é o dia! – ouvi o grito do Mutuka vindo do banco traseiro.
Giramos um pouco até o carro colidir com um prédio de tijolos a vista, Sai do carro tonto e cai de joelhos vomitando, o Mutuka fez o mesmo, Alceu estava palido enquanto segurava o volante com força o suficiente para as dobras do seu dedo ficarem brancas e o igor…
- Meu deus! Cade o Igor! – Eu gritava Enquanto desviava do vomito do Mutuka.
- Porra… hoje é o dia… hoje é o dia… - Mutuka gemia ao meu lado.
- Cade ele? – Alceu disse olhando para mim.
- Eu sei-la! Aqui é que não esta! – Eu gritava assustado, sera que ele ainda estava vivo?
- para de gritar, não tem nenhum aqui por enquanto, se você gritar vai chamar a atenção deles. – Alceu falou com seu olhar autoritário na minha direção.
- tá, vamos procurar o Igor.
- a esta hora ele já deve estar morto, vamos seguir para o colégio. – as palavras saiam da boca dele como se isto não fosse nada, uma das coisa que eu aprendi com essa coisa toda de apocalipse zumbi foi a valorizar a vida humana.
-Você vai deixar um parceiro para morrer? – Falei surpreso da sua reação.
- Ele já deve estar morto. – falou Mutuka ao meu lado – Não vale apena ariscar a vida de 3 para salvar 1.
-Meu Deus, no que foi que vocês se tornaram. – Sussurrei espantado.Eu sei que estou viciado em morte, eu sei que quero o tempo todo matar, mas mesmo não sendo tão importante para a nossa sobrevivência, o Igor é humano, ele tinha o direito de escolher.
Olhei ao nosso redor, três carros estavam estacionados.Um Chevrolet Vectra, um Fiat Stylo, e um Fiat punto. Falei que eles poderia ir sem mim, que era mais seguro seguir com outro carro, pois a frente do Camaro ficara destruída com a colisão e peguei minhas armas.Não iria deixar mais um para traz, Não, já foi difícil ver o David morrer, já foi difícil aceitar o desaparecimento do Eduardo, não, desta vez não.
Dei uma batida com o cabo de vassoura na janela do Vectra, o vidro se estilhaçou, abri a porta e tentei fazer uma ligação direta, Marrom com Preto e Azul com Branco,lembrava das palavras do Eduardo quando ele ensinou a mim e ao Douglas a fazer uma ligação direta, enquanto isso o Alceu e o Mutuka vinham na minha direção falando coisas para eu desistir. Não dei a minima para os dois e dei a partida. O Ronco do motor foi alto aponto de eu tomar um susto, sentei-me no banco, engatei a marcha e sai cavando de segunda.
Em 20 segundos já estava a 100 km/h , Vectra executivo GLS 4.5 o Douglas iria adorar dirigir um desses, tive sorte de encontrar ele abandonado na rua, desviei de alguns zumbis, não que eu não queira mata-los muito pelo contrario, só que agora eu estava em uma missão de resgate.
Quando me dei conta o velocímetro marcava 198 km/h já estava sentindo um gelado na boca do estomago, meus olhos quase não acompanhavam as arvores, os prédios e os zumbis que passavam.
Derrapei o carro em frente ao supermercado até parar, sem desliga-lo sai correndo do carro sempre com a faca na mão e a arma em outra e entrei no supermercado gritando o nome do garoto.
Ouvi um barulho vindo da sessão de congelados, boa, o frio dificulta com que o cheiro se espalhe, o Igor pensou bem, corri em direção ao som que veio da sessão de congelados. Ao chegar lá me apavorei com a cena, o corpo sem vida do Igor em meio as carnes congeladas com vários zumbis se alimentando dele, oque aconteceu,porque esquecemos dele? Por puro impulso apontei o revolver para a cabeça do que estava se alimentando do estomago do Igor e dei um tiro certeiro, a bala travesou o cranio dele e acertou o ombro de outro, com minha faca pulei e enfiei ela na cabeça de um, me abaixei e atirei na cabeça de outro, dei um chute em uma mulher,enfiei o cano fervendo do revolver na cabeça de um sem globos oculares, corri para o corredor ao ao lado, um grandão pulou em cima de mim, dei-lhe um tiro na cabeça e seu corpo inanimado caiu em cima de mim, peguei o corpo e joguei na direção de outros, peguei um ferro que estava apoiado na estante de comida, corri e esmaguei a cabeça de outro, girei o meu corpo com habilidade e enfinquei o ferro no meio do abdômen de um verme, girei-me e usei o meu ombro como apoio para usar o ferro como alavanca e parti o zumbi no meio forçando o ferro para cima,com a minha arma de fogo eu atirei em mais 3 até a munição acabar,eles não paravam de vir, derrubei um mostruário de bolachas em cima de alguns, corri em direção a outro verme, pulei e chutei-lhe a cabeça em pleno ar fazendo ele cair em cima de outro, olhei para a sessão do açougue e vi uma faca bem grande, corri em direção a mesma, passo a passo eu me aproximava quando um zumbi cortou a minha frente, dei-lhe um carrinho e enfiei a minha faca na sua cabeça, levantei-me peguei o facão e sai cortando a cabeça de mais dois, desse jeito Chuck Norris sentiria inveja,eu avistei o meu reflexo no vidro, eu estava banhado em sangue,como eu amo essa sensação, essa sensação de poder, essa sensação do sangue escorrendo pelo meu rosto, quando ia matar um dos grandes, uma mulher se meteu na frente e acabou morrendo no lugar dele,foi ai que eu percebi que eu não estava lutando com zumbis avulsos que só apareceram aqui por causa da carne humana, eu estava lutando com um bando, os grandes eram os linhas de frente, como o Douglas diria, havia um lider em algum lugar, eu não poderia mata-lo, se eu matasse ele, certamente todos iriam atacar ao mesmo tempo, e meu fim seria certo.
Havia um amontoado deles encima do corpo do Igor, mas não estavam se alimentando, estavam todos olhando para mim, como eu queria ter uma granada agora, eles desviaram seu olhar para trás e foram abrindo espaço entre eles, iriam soltar o líder para me matar,de alguma forma os vírus se adaptaram melhor em alguns humanos doque em outros, os linhas de frente eram desses tipos, ganharam força e tamanho diferente dos outros, porem o lider, esse daria muito trabalho, ele normalmente é oque ganha força, ganha velocidade, ganha agilidade,seus sentidos ficam muito aguçados até mais que o normal dos zumbis, a capacidade de raciocínio dele permanece sem nenhuma alteração de quando era humano e de alguma forma consegue controlar os outros zumbis. O bando foi dando espaço para ele,ele apareceu, com um moleton vermelho surrado, de pé, sem estar nenhum pouco curvado, minha visão foi subindo até cruzar com a dele. O Pavor percorreu por todo o meu corpo, cada parte do meu corpo tremia, deixei cair as duas facas, meus olhos ficaram sem foco, aquele olhar, aquele rosto cheio de cicatrizes,Ele era um amigo, não poderia mata-lo, achava que ele já estivesse morto,o nosso David ainda não estava descansando em paz.
Sem tempo corri em direção a saída, corria o mais rápido que podia, o carro estava ligado era só entrar nele que eu estaria a salvo.Olhei para traz, somente ele corria a traz de mim e eu…e eu…e eu…Eu estava com medo…com muito medo…eu estava apavorado...
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