Douglas!Douglas! Douglas!...
A voz soava distante, familiar porem ainda distante, senti meu corpo chacoalhando mas não conseguia abrir os olhos, estava cansado demais.
- DOUGLAS! acorda! Você quer morrer? – o grito de Marina ecoou em meus ouvidos e consegui energia o suficiente para abrir os olhos novamente,enfim acordando.
Ela estava sobre mim no banco do carona do mustang, ele estava batido na lateral de uma ponte, olhei para os lados desnorteado ainda por causa do leve sono que eu me encontrava a alguns segundo, meus amigos estavam fora do carro lutando com dezenas,talvez centenas de infectados, os únicos amigos que não estava lutando era marina, que tentara desesperadamente me acordar, Gabriela, Que estava agonizando no banco traseiro e Guilherme que estava desacordado ao lado de Gabriela.
-O que aconteceu? – Falei sacudindo a minha cabeça, eu estava tão cansado que nem parecia que eu estava dormindo agora pouco.
- Começou a aparecer zumbi pra caramba mano! E tu não acordava! Eles saíram para tentar alguma coisa, eu fiquei tentando acordar você, da pra acreditar que eu to tentando te acordar a quase 8 minutos? – Marina atropelava suas próprias palavras, ela estava agitada e eu estava em “câmera lenta” por ter acordado a alguns minutos, não daria certo conversar com ela agora.
- Eu não estava falando disto, queria saber por que o carro esta batido e por que estamos lutando com um bando de infectados agora, mas deixa para lá. – Terminei minha frase empurrando ela e saindo do carro.
Dei dois passos para frente e, do nada, vejo o grandão me protegendo de dois infectados que aparecem vindo em minha direção.
- Garoto! Se for para continuar dormindo volta para o carro! Não conseguisse nem ao menos ver dois zumbis que te atacaram! – Gritou o “gigante” que havia me ajudado a escapar do acampamento macabro.
A quantidade de corpos no chão era incrivelmente assustadora, havia sido formada uma roda envolta do carro, eles não paravam de atacar, não tinham nenhuma sincronia simplesmente atacavam.
Giovanna pulava, socava, chutava, fazia coisas incríveis contra os infectados que nos atacavam, nunca achei que ela seria do tipo boa de briga, quando me dei conta estava com um sorriso no rosto,um sorriso sem motivo, estava tonto, tudo estava girando, tentei dar um passo porem tropecei em meu próprio pé, por sorte Marina me segurou.
- tais muito cansado! Volta pro carro. – ouvi sua voz ecoar em meio aos gemidos dos mortos
Derrepente um infectado corre desgovernado na nossa direção, ela se posiciona na minha frente e chuta a cabeça do infeliz, derrubando-o.
Olhei para dentro do carro através da janela do banco traseiro, Gabriela tremia de forma assustadora, e Guilherme dormindo como um bebê.
- Ela ta morrendo não é? A Gabriela ta morrendo não tá? – Falei com um nó na garganta.
- Não! Ela Não ta morrendo! Ela vai ficar bem! – Marina explode bem na minha frente, gritando para cima de mim.
Olhei o desespero nos seus olhos, me lembrei de como é perder um amigo, de como é saber que em breve ira velo morrer, me lembrei do Eduardo e do David,ambos indo ao inferno para salvar nosso grupo.
- Tens razão, ela vai ficar bem, palavras tem força, ela vai ficar bem, lá na colónia vão tratar ela e ela vai se levantar normalmente. – abracei ela e sussurrei tais palavras em seu ouvido.
Derrepente percebi que estava acordado novamente, meu corpo ainda doía, porem não estava mais tonto ou desligado.
Olhei para a dianteira do carro, Estava completamente amaçada, o pneu dianteiro esquerdo estava torto, retirar o carro naquelas condições seria impossível a única forma de fugir seria a pé.
Entrei no carro e apertei o botão para abrir o porta malas, olhei Gabriela com o canto do olho, se contorcendo no banco traseiro, ouvindo os gritos de ataque dos meus amigos e os gemidos dos mortos, sai do carro pela janela do banco do motorista pois a porta estava trancada no guard rail da ponte, a ponte era alta,talvez uns 10 metros de altura, lá embaixo tinha um córrego em movimento.
Me posicionei no teto do carro, deslizei pelo vidro traseiro e pulei atrás do carro, o cansaço não deixou minhas pernas agirem da forma correta, acabei caindo.
Me levantei rapidamente abri o porta malas e fiquei apavorado, todas as armas que eu havia conseguido antes de sair de Florianópolis, todas as munições, tudo, havia sido retirado do carro, não havia mais nada naquele porta malas, exceto por um facão e dois coletes salva vidas dos quais já estavam lá dentro antes de eu roubar o mustang.
Peguei o facão e lancei para o grandão do qual eu ainda não sabia o nome, ele pegou o facão em pleno ar e com velocidade decepou o cabeça de um infectado que tentava morde-lo.
Corri novamente para a a dianteira do carro e peguei a minha mini metralhadora que estava com munição, a outra seria inútil.
Me virei rapidamente e fui matando todos que chegavam perto de meus amigos,ou fazendo-os enfim ficar inanimados.
Não havia como fugir, nós iríamos perder, as balas da mini metralhadora estavam acabando, não conseguiria fazê-los ficarem afastados por mais muito tempo, derrepente tive uma ideia.
- Vamos pular rio abaixo, é o único jeito. – Falei.
- não! Falta só mais alguns quilómetros para chegarmos a colonia! Ela esta no litoral Paulista! Estamos quase lá! Não podemos desistir agora! – O grandão falou.
- nós estaremos desistindo se continuarmos lutando aqui! – Falou Giovanna, sua aparência estava irritada.
- Mais e a Bee? Ela não esta em condições de nadar. E o Guilherme? Ele não acordou desde que nos saímos daquele inferno! – Marina falou mais assustada em relação a Gabriela.
- Marina! Vai no porta malas do Mustang pega um salva-vidas e coloca um na tua amiga - Falei com um ar de autoridade.
Ela me obedeceu e subiu no carro pronta para pular, Giovanna também subiu sobre o mustang e se apoiou no guard rail pronta para se jogar em uma queda de quase 10 metros.
- Não! Não podemos! – O grandão gritava descontroladamente.
- Não temos outra escolha! – entrando no banco traseiro, colocando a Gabriela no colo e subindo no teto do carro.
O grandão pegou o Guilherme e também subiu no carro porem não parou de reclamar, entreguei a minha arma para ele e amarrei o salva-vidas de Gabriela ao meu corpo, assim ela não desceria rio abaixo desgovernadamente.
- Gigia! Mima! Vão, to indo logo atrás de vocês!só lembre-se de cruzar os braços e esticar bem as pernas porque a queda é longa! – Gritei para elas seguirem.
Ambas pularam, escutei seus corpos baterem na aguá e olhei para baixo, rapidamente a cabeça de Giovanna apareceu para fora da agua e foi levada pela correnteza, já Marina demorou um pouco para aparecer porem logo apareceu.
- Graças a Deus as duas não se machucaram. – sussurrei aliviado.
Quando me preparei para pular junto da Gabriela que estava firmemente amarrada no meu peito o Grandão grita.
- Não, por favor! Não! Eu não sei nadar – por um minuto achei que ele estava brincando, porra! Um cara que tem um braço que é do tamanho do meu corpo inteiro não sabe nadar? Porem quando olhei para ele e vi seus olhos, percebi que ele estava falando a verdade, ele não tinha medo de enfrentar uma legião de mortos-vivos,porem tinha medo de mergulhar em um rio.
- Vamos, tem mais um colete salva-vidas no porta-mala pega ele e pula, vamos! Vamos! Rápido.
- Gui, cara! Se for para acordar,acorda agora! Por favor! – Sem nenhum sinal do meu amigo, ele estava completamente desacordado e isso seria um problema.
O Grandão rapidamente pegou o colete, colocou em Guilherme, amarrou nele, olhou para mim com um olhar envergonhado e pulou.
- Eu sei que vai ser doloroso e provavelmente você nem esta me ouvindo – sussurrei no ouvido de Gabriela – Mas se você estiver me ouvindo, por favor quando nós pularmos dessa ponte, coloque toda a sua força nas suas pernas, se você não estiver completamente firme quando cair na agua a essa altura, provavelmente ira quebrar alguma parte do seu corpo.
Eu fui logo após terminar, em pleno ar abracei Gabriela e prendi seus braços ao seu corpo para que ela não se machucasse, logo após avistei suas pernas ficando firmes, ela me ouviu.
A força da agua foi gigantesca, ficamos girando debaixo d’agua por alguns segundos, derrepente senti o colete salva vidas de Gabriela nos puxando para cima e ,derrepente, estávamos respirando novamente com uma força monstruosa das correnteza nos levando para algum lugar que eu não fazia ideia de onde seria.
Procurei por meus amigos, mas tudo que conseguia ver era agua e o borrão vermelho do cabelo da Gabriela, Me dei conta que ela poderia estar se afogando e eu mergulhei forçando o corpo dela para cima com o intuito que ela respirasse.
Passados Alguns minutos sendo levado pela corentesa, alternando entre a minha respiração e a de Gabriela vejo meus amigos se aproximando de mim e a correntesa ficando mais calma, fomos nos aproximando lentamente, todos nós estavamos cansados então ninguem lutou contra a correntesa, certamente encontrariamos um local apto para podermos sair do rio e podermos descançar.
Olhei para o grandão, Ele levantou o polegar indicando que estava tudo bem para mim, ele estava de costas para a Giovanna e a Marina, O Guilherme havia acordado porem ainda estava transtornado,estava usando o Grandão como apoio, coitado, quando ele dormiu estava preso e quando acordou estava sendo jogado de um lado para o outro por uma correntesa muito forte, que bom que o pior já havia passado.
Giovanna e Marina estavam abraçadas, boiando no rio e sendo levadas pela correntesa, qua já não demonstrava perigo, Fiquei apavorado quando vi que o braço de Marina sangrava, era um pouco grande, entorno de um palmo, não seria motivo para se preocupar se tivessemos algum kit de primeiros socorros, porem ela ficaria sangrando até que conseguissemos algo para parar o ferimento.
- Douglas? ta tudo bem? – Ouvi a voz da Marina vindo da frente.
- Sim, Eu to legal! A Bee tambem está, bom, Está tão bem quanto antes. – Falei juntando todas as minhas forças e deixando aparecer um sorriso em meu rosto,eu estava tonto, não conseguia enchergar direiro mas estavamos vivos e isso é oque importava.
Olhei para frente, achei que era uma ilusão, senti lagrimas escorrerem pelo meu rosto, havia deques pelos dois lados do rio, casas de madeira e de concreto,a medida que as pessoas viam nós nos aproximando foram se aglomerando nas bordas do rio,vi dois garotos de aproximadamente 19 anos se jogarem na agua e ajudarem Marina e a Giovanna,logo outros dois já entraram no rio, um para ajudar o Grandão e Guilherme e outro me ajudou com Gabriela a sair do rio. Nos apoiaram na Grama ainda na margem do rio, proximos a algumas casa,Estava sem força para movimentar um único musculo, 4 homens pegaram Gabriela e o Guilherme e os levaram correndo e gritando que eles estavam mals e que precisavam de cuidados, Giovanna e o Grandão já logo se levantaram, Marina deitada ficou com um sorriso de uma criança feliz e eu até tentei levantar, mas não tinha mais força.
- Qual os seus nomes crianças? – Falou um homem de Aproximadamente 35,40 anos, não consegui enchergar seu rosto pois minha visão estava embaçada.
- Meu nome é Giovanna, o dela é Marina e o que ta quase morrendo de cansaço ali é Douglas – Giovanna disse com entusiasmo - esse aqui é Taylor, mas agente chama ele de cyclope. – foi então que eu soube o nome do cara que salvou a minha vida 3 vezes.
- De onde vocês são?
- De Florianopolis, De Florianopolis – Falei antes de desmaiar, não deixando a Giovanna responder. a esperança volto ao meu coração,outras pessoas,varias pessoas,me sinto vivo novamente...
André Ricardo Duran:
Estava treinando o meu Parkour normalmente, pulando sobre algumas casas, estava ganhando na corrida do meu professor, esta ficando bom quando:
- André! André! Vem aqui! Encontramos mais sobreviventes! – Gritou Samantha desesperadamente.
- Ta e oque eu tenho haver com isso? – Falei pulando por cima dela, caido em uma cambalhota e ficando de pé rapidamente, meu professor parrou em cima da casa do qual eu pulei para o chão.
- é que eles são de Florianopolis tambem, talvez você reconheça.eles estão no posto de saude, alguns estão muito machucados e outros só estão vendo se esta tudo bem. – Ela falou timida pra mim
- são de florianopolis? – Deixei transparecer minha felicidade – Quantos?
- acho que é 6 ou 7, não tenho certeza. – Disse Samantha.
Agradeci e olhei desesperadamente para meu professor.
- Vai,vai! Acabou a aula por hojê. – Falou ele com um sorriso no rosto.
Dei um Beijo no rosto de minha amida agradeci ao meu professor e segui correndo para o posto de saude.
Entrei correndo pela porta da frente. A Garota ficava atendendo as pessoas me disse para ter calma,que eles estavam no segundo andar, no quarto 14 e era para entrar devagar.
Entrei na porta, Haviam 5 pessoas, um homem enorme, careca, com uma cicatriz no olho esquerdo que parecia cego. Uma Garota que eu reconhecia de vista, Olhos bem azuis, porem eu lembrara dela com cabelo loiro e não moreno,qual era o seu nome? Janaina?Giovanna? Uma garota com um corte no braço, mas com um sorriso feliz no rosto, seu rosto tambem me era familiar, a outra eu chegava a conhecer,Gabriela, mas nunca parei para conversar com a mesma.
A única pessoa do qual eu realmente tinha alguma afinidade ali era o guilherme, que estava deitado, tambem com um sorriso no rosto.
- Parabens! – Falei tentando esconder a frustração de não ter um amigo realmente muito proximo junto aos sobreviventes que se encontravam na minha frente. – vocês sobreviveram até aqui. – Falei com um sorriso no rosto seguindo na direção do guilherme.
- Que bom que você esta aqui cara. – Falei abraçando ele, mesmo deitado.
- Cara! Achei que não iria mais encontrar ninguem do colegio… Primeiro as Gurias, Depois o Douglas,Agora voc…
- O Douglas ta aqui? – Falei sentindo uma descarga de felicidade, Mais um amigo vivo.
- XUXA! – Grito ecoou pelo quarto mais forte que um tiro de escopeta, Aquela voz, me virei com um sorriso no rosto respondendo ao meu apelido dos tempos do colegio.
Corremos um na direção do outro, nos abraçamos forte, percebi que ele estava chorando em meu ombro, sem conseguir me conter, acabei por chorar tambem.
- Cara, achei que não ia mais ver outro rosto amigo, achei que… - Douglas atropelava suas palavras soluçava como uma criança.
- Calma, esta tudo bem, tem mais pessoas aqui, cara! Nós temos amigos vivos aqui ainda. – logos após ter falado isso percebi que ele ficou ainda mais feliz, coitado, deve ter passado por muita coisa para conseguir chegar aqui…
- Mas antes de qualquer coisa você tem que descançar, fazer alguns exames e talz – Falei olhando para seu rosto cansado. – Cara, o Edu, ele… - minha Frase foi interrompida com o Douglas desmaiando na minha frente…
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